Cortar a cada dois segundos é frequência. Ritmo é a relação entre mudança de informação, duração da cena e expectativa.

Uma demonstração precisa mostrar o gesto inteiro. Uma fala pode ganhar corte quando muda ponto de vista. Um silêncio pode ser mais rápido que uma montagem porque resolve a tensão.

Corte por motivo

Use corte quando:

  • entra nova informação;
  • muda escala;
  • aparece prova;
  • termina ação;
  • salta tempo;
  • contrasta antes e depois.

Se nada muda, o corte pode ser decoração.

Preserve entrada e saída da ação

Mostrar apenas o meio de um encaixe deixa resultado sem causa. Grave alguns segundos antes e depois. Na edição, mantenha o suficiente para cérebro completar movimento.

Varie comprimento

Planos curtos dão energia. Planos longos permitem perceber detalhe. Sequência uniforme de cortes rápidos cansa e torna tudo igualmente importante.

Reserve estabilidade para explicação complexa e acelere montagem de repetição real.

Use áudio como ponte

Deixe voz começar antes do corte ou som continuar depois. Isso conecta cenas. Corte seco de áudio a cada quadro produz sensação de colagem.

Não esconda dificuldade

Tutorial que corta todas as esperas e tentativas pode prometer facilidade falsa. Acelere tempo com sinalização, mas mantenha etapas relevantes.

O teste da informação

Assista e bata palma quando algo novo acontece. Se há três cortes entre palmas, talvez exista movimento sem progresso. Se duas palmas distam vinte segundos, verifique repetição.

O teste sem música

Retire trilha. O vídeo ainda tem pulso? Se não, edição depende da batida e talvez ignore lógica da cena.

Ritmo não é manter o público ocupado. É dar a cada mudança o tempo exato para ser percebida e desejar a próxima.